Justiça de SP determina desocupação de prédio na Oscar Freire por risco de desabamento

Justiça de São Paulo determina desocupação imediata de prédio na Oscar Freire por risco de desabamento. Laudo da Defesa Civil aponta insalubridade e deterioração.

A Justiça de São Paulo determinou a desocupação imediata de um prédio localizado nos Jardins, na esquina das ruas Peixoto Gomide e Oscar Freire, devido a riscos de desabamento e problemas estruturais. Um laudo técnico da Defesa Civil municipal foi anexado a um processo de reintegração de posse do imóvel, que tramita desde 2016.

Na última sexta-feira, 10, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a reintegração de posse do imóvel à empresa Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda, proprietária da maioria dos apartamentos. O edifício está ocupado por cerca de 30 famílias há uma década, incluindo crianças, adolescentes e idosos.

O juiz Valdir da Silva Queiroz Junior, em mandado assinado, solicitou apoio urgente da Polícia Militar para o cumprimento da decisão e autorizou o uso de arrombamento, se necessário.

Um laudo da Defesa Civil emitido em janeiro deste ano apontou que o prédio apresenta “condições de insalubridade e deterioração da edificação”. O órgão recomendou a “desocupação imediata da edificação, visando a integridade física dos seus ocupantes”, citando acúmulo de lixo e a instalação de uma piscina como fatores que agravam a situação.

A vereadora Cris Monteiro (Novo) havia enviado ofícios à prefeitura no ano passado solicitando providências sobre o local, destacando o risco real à vida de ocupantes e transeuntes.

Histórico do Imóvel Ocupado

O prédio foi desabitado em 2006 após um aumento expressivo na taxa de condomínio, que teria sido uma retaliação da empresa Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda a proprietários que não aceitaram vender seus imóveis para um empreendimento de luxo.

Os moradores deixaram o edifício no final de 2007, após um laudo dos bombeiros alertar a Justiça sobre a precariedade das instalações e o risco de desabamento.

O edifício permaneceu interditado entre 2008 e 2013. Em 2015, voltou a ser ocupado pelas 25 famílias que permanecem no local. Tanto os proprietários quanto a empresa Santa Alice Hotelaria disputam a posse do imóvel, que foi concedida à companhia nesta sexta-feira.

Fonte: Estadão

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