O partido de Donald Trump impediu nesta quinta-feira (9) que o Congresso dos Estados Unidos debata um projeto de lei destinado a limitar o poder do presidente em iniciar conflitos militares. A sessão, convocada durante o recesso parlamentar, foi encerrada abruptamente pelo deputado republicano Chris Smith, sem permitir a manifestação do deputado democrata Glenn Ivey, o que gerou protestos.


Deputados da oposição democrata defendem o fim permanente da guerra, especialmente após o cessar-fogo no Irã. Eles criticam a condução do governo Trump, classificando o conflito como perigoso e não autorizado, resultado de decisões unilaterais que ignoraram a prerrogativa constitucional do Congresso de declarar guerra. A liderança da Câmara, sob o republicano Mike Johnson, é acusada de evitar votações e manter o Legislativo inativo.
As críticas também abrangem falhas estratégicas e diplomáticas, com a alegação de que a guerra fortaleceu o Irã e não conteve avanços nucleares. Parlamentares defendem que a solução para a crise deve ser diplomática, criticando o abandono de acordos anteriores. A retórica considerada extrema por parte do presidente, incluindo ameaças de genocídio, também foi questionada, com a deputada democrata Sara Jacobs afirmando que “ameaçar genocídio não é uma tática de negociação”.
O alto custo humano e financeiro do conflito, com mortes e ferimentos de militares americanos e elevados gastos públicos, é outro ponto de preocupação, especialmente diante de problemas internos como o acesso à saúde que permanecem sem solução.
Fonte: UOL