O mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que deve registrar um impacto do aumento do preço do petróleo. As estimativas apontam para um avanço de 0,77% no mês, elevando a taxa acumulada em 12 meses para 4,03%, próxima ao teto da meta de inflação.






Esse cenário reflete os efeitos diretos e indiretos da alta do petróleo, que encarece combustíveis e energia, pressionando cadeias produtivas e o custo final para o consumidor. A prévia do IPCA-15 já indicava essa tendência, com uma alta mensal de 0,44% em março.
O que pressiona a inflação?
A inflação de março é influenciada por uma combinação de fatores. Alimentos e passagens aéreas, que já apresentavam alta, somam-se aos combustíveis, impactados pelo conflito no Oriente Médio. A inflação de serviços, especialmente itens ligados ao ciclo econômico e intensivos em mão de obra, continua sendo um desafio.
Bens industriais devem apresentar alta moderada, com destaque para o segmento de vestuário. Preços administrados, como energia elétrica e combustíveis, também refletem o choque externo.
Analistas revisam projeções de inflação
Casas de análise já ajustam suas projeções para o IPCA. A XP Investimentos elevou a previsão para 2026 de 3,8% para 4,8%, citando pressões persistentes em combustíveis, bens industrializados e serviços. A XP estima alta de 8,2% na gasolina e 23% no diesel no ano.
O banco Daycoval revisou sua projeção para o fim de 2026 para 4,2%, com viés de alta, considerando o cenário externo e riscos climáticos domésticos, como o El Niño.
Fonte: Moneytimes