Guerra no Irã redireciona turistas para Espanha, injetando €4,2 bilhões no setor

Guerra no Irã redireciona turistas para Espanha, injetando €4,2 bilhões no setor. Exceltur prevê crescimento de 2,5% para o turismo em 2026.

A guerra no Irã deve gerar um impacto econômico positivo de aproximadamente 4.239 milhões de euros para o turismo espanhol em 2026. A previsão é da Exceltur, entidade que representa as maiores empresas do setor, como Iberia, Renfe e Meliá.

O conflito no Oriente Médio e no Mediterrâneo, que atraiu 181 milhões de turistas no ano passado, deve levar a um redirecionamento de viajantes, principalmente britânicos, alemães e italianos, que planejavam visitar destinos como Turquia e Egito. Uma parte desses turistas deve optar pela Espanha, especialmente durante o verão, aproveitando o posicionamento competitivo do país.

Impacto misto da guerra no turismo

Por outro lado, o aumento do preço da energia e a consequente redução do poder de compra dos consumidores devem gerar uma perda estimada de 4.045 milhões de euros para o setor turístico. O impacto líquido positivo do conflito, considerando os benefícios e prejuízos, é de 194 milhões de euros.

Com essa projeção, a Exceltur revisou para cima a previsão de crescimento do turismo espanhol para 2,5% em 2026, uma décima a mais que a estimativa anterior e quatro décimas acima do crescimento registrado em 2024. A expectativa é que o setor turístico cresça mais que a economia espanhola, elevando sua contribuição para o PIB a 12,8%.

Custos energéticos e proposta de moratória

O aumento dos custos energéticos, que representam 20% das despesas hoteleiras, levou a Exceltur a propor uma moratória sobre taxas e tributos aplicados à atividade turística. A entidade sugere que essa medida seja mantida até a normalização do fornecimento de petróleo, o que especialistas preveem para 2027.

Entre os tributos que preocupam o setor estão o aumento das taxas de pernoite em acomodações na Catalunha e Baleares, a criação de novas taxas no País Basco e o reajuste de taxas pela Aena. O forte aumento de custos já impacta os resultados das empresas, especialmente as de transporte, e a continuidade do conflito pode afetar a conectividade aérea e toda a cadeia de valor do turismo.

Fonte: Elpais

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