Apesar do anúncio de um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, divergências significativas surgiram sobre a inclusão do Líbano nas negociações. Enquanto o Irã afirma que o Líbano faz parte do acordo, os Estados Unidos insistem que não. Essa discordância gerou tensões e ameaças de rompimento do cessar-fogo.






O porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a posição dos EUA de que o Líbano não está incluído no acordo. Essa declaração contradiz as afirmações iranianas e as ameaças de encerrar o cessar-fogo caso os ataques israelenses ao Líbano continuem. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também indicou que as forças israelenses continuarão a atacar o Hezbollah, reforçando a exclusão do Líbano do acordo.
Ataques e Vítimas no Líbano
Em meio à controvérsia, o Líbano registrou um dos dias mais mortais do conflito. O Ministério da Saúde libanês reportou 182 mortes em um único dia devido a ataques israelenses, com 890 feridos. Anteriormente, a defesa civil libanesa havia divulgado um número de 254 mortos. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) expressou indignação com a violência, descrevendo a situação como um “pesadelo” para os civis.
Reações Internacionais e Negociações Futuras
O presidente francês, Emmanuel Macron, buscou incluir o Líbano no cessar-fogo, conversando com líderes iranianos e americanos. Ele enfatizou a necessidade de respeito total ao acordo em todas as áreas de confronto para que ele seja crível e duradouro. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, condenou os ataques israelenses no Líbano, classificando-os como “horríveis” e “desafiadores da crença”.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, atribuiu a divergência a um “mal-entendido legítimo” por parte do Irã, afirmando que o Líbano não fazia parte do acordo. Ele também mencionou que Israel concordou em demonstrar contenção. As negociações entre EUA e Irã estão previstas para começar no Paquistão no sábado, com Vance liderando a delegação americana.
Mercados e Investidores
Notícias sobre o cessar-fogo impactaram os mercados financeiros. Relatos indicam que investidores fizeram apostas significativas na queda do preço do petróleo pouco antes do anúncio do acordo, resultando em uma queda de cerca de 15% no preço do barril de petróleo. A reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o tráfego marítimo, é uma prioridade para os EUA, que se opõem a pedágios para navios.
Fonte: Dw