A missão Artemis 2, que levou quatro astronautas em trajetória ao redor da Lua em abril de 2026, enfrentou contratempos inesperados com o novo vaso sanitário da cápsula Orion. O equipamento, que custou US$ 23 milhões, apresentou falhas logo no início da viagem, exigindo intervenção remota da Terra.


WC de US$ 23 milhões com problemas
O Sistema Universal de Gestão de Resíduos (UWMS) da cápsula Orion utiliza um ventilador de sucção para extrair fluidos corporais em microgravidade. Segundo informações, o ventilador apresentou defeito, mas a astronauta Christina Koch, com orientação de Houston, conseguiu restabelecer o funcionamento do sistema.
Urina congelada e odor misterioso
O alívio, no entanto, foi temporário. O vaso sanitário voltou a apresentar problemas, desta vez com urina congelada na linha de ventilação. Uma manobra para aquecer o duto com a luz solar resolveu parcialmente a obstrução, liberando o banheiro apenas para resíduos sólidos. A tripulação precisou recorrer a urinóis de emergência. Posteriormente, um odor estranho, descrito como semelhante a um aquecedor antigo, também foi relatado na cabine, embora a Nasa tenha assegurado que não representava risco.
Falha no Microsoft Outlook
Além dos problemas sanitários, a tripulação da Artemis 2 também enfrentou uma falha tecnológica inesperada: o Microsoft Outlook, utilizado em laptops a bordo, parou de funcionar. A equipe em terra suspeitou de um conflito com o software Optimus e acessou remotamente o sistema para tentar solucionar o problema, seguindo procedimentos técnicos comuns em escritórios.
Apesar dos percalços, a missão Artemis 2 representou um avanço em relação às missões Apollo, onde os astronautas utilizavam sacos para suas necessidades, com casos de matéria fecal flutuando na cabine.
Fonte: UOL