Governos corporativos enfrentam desafios para sanar a alta rotatividade de conselheiros delegados (CEOs) e a falta de engajamento dos funcionários, fenômenos que minam a estabilidade das empresas. A permanência de CEOs em seus cargos diminuiu, com fusões e aquisições, especialmente as hostis, sendo a principal causa, seguidas por sucessões planejadas e aposentadorias. Relevos naturais representam apenas uma fração das saídas.
Baixo Engajamento e Produtividade
A falta de compromisso dos funcionários é outro ponto crítico, com a Espanha apresentando um dos menores índices de engajamento laboral na Europa. Essa baixa adesão impacta diretamente a produtividade e o ambiente de trabalho. A posição de CEO tornou-se mais precária, com a necessidade de focar em crises de curto prazo em detrimento de estratégias de longo prazo, especialmente em empresas com capital amplamente disperso e sujeito a flutuações de mercado.
Ativismo Investidor e Curta Vida das Empresas
O ativismo investidor tem ganhado força, impulsionando a saída de CEOs considerados ineficazes em poucos anos. Essa tendência contrasta com a crença de que CEOs atingem sua máxima efetividade entre o quarto e o sétimo ano de mandato. Paralelamente, a vida útil das empresas está diminuindo drasticamente. A permanência média de companhias no S&P 500 caiu significativamente e a proporção de empresas que sobrevivem cinco anos após o início é menor que a média europeia.
Impacto no Bem-Estar e Custos do Absentismo
Os funcionários, considerados o elo mais fraco nessa cadeia, demonstram irritação e menor expectativa de encontrar empregos melhores. O comportamento dos líderes, como empatia e feedback construtivo, influencia diretamente o engajamento das equipes. A falta de liderança adequada eleva o absentismo, gerando custos bilionários que impactam o PIB e se comparam a orçamentos de educação e pensões. O modelo de gestão empresarial predominante mostra-se ineficiente.
A ascensão da Inteligência Artificial levanta preocupações sobre a normalização da alta rotatividade de CEOs, do desengajamento de funcionários, da curta vida das empresas e do absentismo como custos variáveis aceitáveis, especialmente se os conselhos de administração o endossarem.
Fonte: Cincodias