Poucos minutos após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, autoridades iranianas divulgaram sua versão sobre o resultado das negociações, que visa reduzir a tensão global após ameaças do presidente dos Estados Unidos.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que, se os ataques contra o Irã pararem, as Forças Armadas iranianas suspenderão suas operações defensivas. Pelo período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Hormuz será possível, em coordenação com as Forças Armadas do Irã.
O Supremo Conselho de Segurança Nacional, em nota divulgada pela agência Tasnim, associada à Guarda Revolucionária, declarou que o inimigo sofreu uma derrota histórica em sua guerra contra a nação iraniana. O comunicado também mencionou a suspensão de sanções e o fim do conflito em outras frentes.
O gargalo marítimo se tornou um ponto crítico após os EUA e Israel atacarem o Irã, que respondeu atacando navios no Estreito de Hormuz. Essa reação estancou quase 100% do tráfego de navios no Golfo Pérsico, região fundamental para os mercados energéticos globais.
Com essa vantagem estratégica e uma guerra expandida aos países árabes do Golfo, aliados dos EUA, Teerã manteve a ofensiva com mísseis e drones em instalações do setor de energia, usinas de dessalinização e bases americanas na região.
Mais cedo, o presidente americano havia dito que uma civilização inteira morreria se as partes não entrassem em acordo. O cenário se tornará mais claro com os detalhes da proposta de cessar-fogo e a manutenção da trégua nas próximas duas semanas.
Fonte: UOL