As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos registraram uma queda de 9,1% em março de 2026, totalizando US$ 2,894 bilhões, em comparação com os US$ 3,182 bilhões de março de 2025. As importações provenientes dos EUA também diminuíram 6,31%, somando US$ 3,314 bilhões no mês, resultando em um déficit na balança comercial com os EUA de US$ 420 milhões em março.


Esta é a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano, influenciada pela sobretaxa de 50% imposta pelo governo dos EUA em meados de 2025. Embora alguns produtos tenham sido retirados das tarifas no final do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) estima que 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas a tarifas.
No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para os Estados Unidos caíram 18,7%, atingindo US$ 7,781 bilhões, enquanto as importações recuaram 11,1% para US$ 9,169 bilhões. Neste período, a balança comercial com os EUA apresentou um déficit de US$ 1,388 bilhão.
Exportações para a China em alta
Em contrapartida, as exportações brasileiras para a China apresentaram um crescimento de 17,8% em março de 2026, alcançando US$ 10,490 bilhões, ante US$ 8,903 bilhões em março de 2025. As importações da China aumentaram 32,9%, totalizando US$ 6,664 bilhões, o que gerou um superávit de US$ 3,826 bilhões com o país asiático no mês.
No primeiro trimestre de 2026, as vendas para a China cresceram 21,7%, chegando a US$ 23,890 bilhões, enquanto as importações caíram 6,0% para US$ 17,907 bilhões. O superávit acumulado com a China neste período foi de US$ 5,983 bilhões.
Balança comercial com a União Europeia e Argentina
As exportações para a União Europeia subiram 7,3% em março, somando US$ 4,110 bilhões. As importações do bloco europeu cresceram 14,9%, totalizando US$ 4,687 bilhões, resultando em um déficit de US$ 577 milhões. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações para a UE cresceram 9,7% (US$ 12,232 bilhões) e as importações caíram 2,2% (US$ 11,607 bilhões), gerando um superávit de US$ 625 milhões.
Com a Argentina, as exportações caíram 5,9% em março (US$ 1,470 bilhão), enquanto as importações cresceram 13,1% (US$ 1,128 bilhão), gerando um superávit de US$ 342 milhões. No primeiro trimestre, as vendas para a Argentina recuaram 18,1% (US$ 3,447 bilhões) e as importações caíram 6,5% (US$ 2,744 bilhões), com um saldo positivo de US$ 703 milhões.
Argentina e União Europeia, juntamente com China e Estados Unidos, figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Os resultados gerais da balança comercial de março, que registraram um superávit de US$ 6,405 bilhões, foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC.
Fonte: Infomoney