A balança comercial brasileira registrou um superávit inferior ao esperado em março. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou uma nova projeção de saldo positivo de US$ 72,1 bilhões para 2026, aproximando-se do limite inferior da estimativa feita em janeiro.

A expectativa para as exportações em 2026 foi ajustada para US$ 364,2 bilhões, enquanto as importações devem atingir US$ 292,1 bilhões. Essas projeções de importações mais altas impactaram a previsão de saldo anual. Em 2025, o superávit comercial do país foi de US$ 68,1 bilhões.
Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, as projeções de importações são influenciadas pela resiliência da atividade econômica e pelos preços internacionais. Ele mencionou que choques de preços de produtos, possivelmente relacionados a conflitos internacionais, podem levar a novas revisões nas projeções da balança comercial.
O resultado de março, com um superávit de US$ 6,405 bilhões, ficou aquém das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam US$ 7,350 bilhões. O desempenho mensal foi composto por US$ 31,603 bilhões em exportações e US$ 25,199 bilhões em importações.
As exportações apresentaram crescimento em todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, impulsionada pela venda de petróleo. A indústria de transformação registrou alta nas vendas de carnes e combustíveis, enquanto a agropecuária teve aumento nas vendas de soja.
No lado das importações, houve um aumento significativo na chegada de bens de consumo, bens de capital, combustíveis e bens intermediários ao país.
No primeiro trimestre de 2026, o superávit comercial acumulado foi de US$ 14,175 bilhões, superando os US$ 9,606 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Fonte: UOL