A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, está em uma rara visita à China, a convite do presidente Xi Jinping, com o objetivo declarado de promover a “paz” entre os dois lados do estreito.






Cheng, que preside o Kuomintang (KMT), o maior partido de oposição de Taiwan, afirmou que a viagem visa demonstrar ao mundo que não é apenas Taiwan que deseja a paz unilateralmente. Ela expressou a crença de que o diálogo pacífico e a troca podem resolver as diferenças entre as partes.
“Preservar a paz é preservar Taiwan”, declarou Cheng em uma coletiva de imprensa em Taipei, ao ser questionada sobre suas prioridades para a viagem de seis dias. Ela ressaltou a necessidade de construir boa vontade e expandir a confiança mútua gradualmente.
Cheng tem planos de visitar Xangai, Nanjing e Pequim, onde espera se encontrar com Xi Jinping. Pequim, no entanto, não comentou sobre a possibilidade de uma reunião.
O que torna a visita de Cheng à China controversa?
Esta é a primeira vez em uma década que um líder da oposição taiwanês visita a China. O KMT historicamente defende relações mais próximas com a China continental, que reivindica Taiwan como território próprio e não descarta o uso da força para unificação.
Críticos acusam Cheng de ser excessivamente favorável à China. Em outubro, sua ascensão à liderança do KMT foi saudada com uma mensagem de felicitações de Xi Jinping.
A visita ocorre em um momento de tensões geopolíticas e enquanto o parlamento taiwanês, controlado pela oposição, tem dificultado a aprovação de um orçamento especial de defesa de US$ 40 bilhões. Os Estados Unidos têm pressionado legisladores da oposição em Taiwan a apoiar propostas de aquisição de defesa, incluindo armamentos americanos, para dissuadir um potencial ataque chinês.
A viagem de Cheng também acontece em meio a discussões sobre a segurança energética na Europa, com a União Europeia avaliando o uso de reatores nucleares modulares. UE avalia reatores nucleares modulares para segurança energética.
Fonte: Dw