A Petrobras (PETR4) pode ampliar o retorno ao acionista com o novo pacote de subsídios ao diesel anunciado pelo governo, segundo avaliação do BTG Pactual. A medida tem potencial de elevar o yield de fluxo de caixa livre (FCFE) da estatal para cerca de 12,7% em 2026.






De acordo com o banco, a Petrobras passaria a receber cerca de R$ 4,77 por litro de diesel vendido. Embora o preço de paridade de importação (IPP) esteja atualmente em R$ 6,18 por litro, os subsídios ao diesel importado reduzem o IPP efetivo para aproximadamente R$ 4,66 por litro. Isso indica que a estatal está operando no limite de captura de valor nas condições atuais de mercado.
O pacote inclui uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro, válida inicialmente por dois meses. O BTG estima que essa medida poderia adicionar cerca de US$ 1,5 bilhão por trimestre em receitas para a estatal. Se o benefício for estendido até o fim do ano, o impacto estimado é de aproximadamente 3,5 pontos percentuais no yield de FCFE.
Nesse cenário, o banco projeta que o yield de fluxo de caixa livre da Petrobras poderia atingir cerca de 12,7% em 2026, considerando um preço do petróleo Brent de US$ 80 por barril e preços de combustíveis estáveis. O aumento do subsídio para R$ 1,20 por litro deve incentivar maior adesão ao programa por parte das distribuidoras, o que tende a reduzir distorções e aumentar a previsibilidade no mercado de combustíveis.
A análise do banco reforça a tese de que a Petrobras consegue preservar sua rentabilidade e sustentar níveis elevados de distribuição de caixa aos acionistas, mesmo em um ambiente de maior intervenção. O pacote cria um cenário em que a companhia mantém captura de valor enquanto o mercado doméstico se ajusta por meio de subsídios.
Fonte: Moneytimes