Irã reforça defesas e mobiliza civis diante de risco de invasão dos EUA

Irã reforça defesas e mobiliza civis, incluindo crianças, diante do risco de invasão terrestre pelos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
People attend a funeral ceremony for the Revolutionary Guards Navy Commander Alireza Tangsiri, who was killed in strikes, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, April 1, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY TPX IMAGES OF THE DAY

O Irã está intensificando suas defesas e mobilizando a população civil, incluindo crianças, em resposta à possibilidade de uma operação terrestre por parte dos Estados Unidos em seu território.

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Segundo informações divulgadas, Teerã fortaleceu a proteção em torno de Kharg, seu principal porto de exportação de petróleo. O país também ameaça expandir ataques a alvos estratégicos no Golfo Pérsico caso tropas americanas realizem um desembarque na região.

Essa movimentação ocorre em paralelo ao envio de milhares de fuzileiros navais e tropas aerotransportadas dos EUA para o Oriente Médio, o que amplia as opções militares disponíveis para Washington.

Analistas indicam que o regime iraniano está preparando uma defesa de alto custo para um potencial invasor, combinando o uso de mísseis, drones e táticas de guerra assimétrica.

Entre as medidas relatadas estão o aprimoramento de sistemas de mísseis guiados, a instalação de minas na costa e a criação de armadilhas em instalações consideradas críticas.

A Guarda Revolucionária do Irã também disporia de túneis fortificados em ilhas estratégicas, de onde poderia lançar ataques com drones e mísseis antiaéreos portáteis contra forças americanas e israelenses.

O país asiático também ameaça disseminar o conflito, elevando o custo político e econômico de uma ofensiva. Autoridades iranianas e árabes sugerem que, em caso de invasão de suas ilhas, o Irã poderia atacar plataformas de petróleo offshore e infraestruturas vitais de países do Golfo, como usinas de energia e plantas de dessalinização.

Essa ação se somaria ao bloqueio parcial do Estreito de Hormuz, que já impactou o fluxo de petróleo e gás da região e aumentou a tensão nos mercados globais de energia.

Internamente, o governo iraniano iniciou uma campanha de mobilização em massa, buscando evocar o clima da guerra Irã-Iraque ocorrida nos anos 1980. O programa “Janfada” (“Sacrifício”) visa recrutar voluntários contra forças americanas, e a Guarda Revolucionária afirma estar convocando jovens a partir de 12 anos para funções de apoio, como cozinha, atendimento médico e controle de postos de checagem.

Fonte: Infomoney

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