O Irã está intensificando suas defesas e mobilizando a população civil, incluindo crianças, em resposta à possibilidade de uma operação terrestre por parte dos Estados Unidos em seu território.


Segundo informações divulgadas, Teerã fortaleceu a proteção em torno de Kharg, seu principal porto de exportação de petróleo. O país também ameaça expandir ataques a alvos estratégicos no Golfo Pérsico caso tropas americanas realizem um desembarque na região.
Essa movimentação ocorre em paralelo ao envio de milhares de fuzileiros navais e tropas aerotransportadas dos EUA para o Oriente Médio, o que amplia as opções militares disponíveis para Washington.
Analistas indicam que o regime iraniano está preparando uma defesa de alto custo para um potencial invasor, combinando o uso de mísseis, drones e táticas de guerra assimétrica.
Entre as medidas relatadas estão o aprimoramento de sistemas de mísseis guiados, a instalação de minas na costa e a criação de armadilhas em instalações consideradas críticas.
A Guarda Revolucionária do Irã também disporia de túneis fortificados em ilhas estratégicas, de onde poderia lançar ataques com drones e mísseis antiaéreos portáteis contra forças americanas e israelenses.
O país asiático também ameaça disseminar o conflito, elevando o custo político e econômico de uma ofensiva. Autoridades iranianas e árabes sugerem que, em caso de invasão de suas ilhas, o Irã poderia atacar plataformas de petróleo offshore e infraestruturas vitais de países do Golfo, como usinas de energia e plantas de dessalinização.
Essa ação se somaria ao bloqueio parcial do Estreito de Hormuz, que já impactou o fluxo de petróleo e gás da região e aumentou a tensão nos mercados globais de energia.
Internamente, o governo iraniano iniciou uma campanha de mobilização em massa, buscando evocar o clima da guerra Irã-Iraque ocorrida nos anos 1980. O programa “Janfada” (“Sacrifício”) visa recrutar voluntários contra forças americanas, e a Guarda Revolucionária afirma estar convocando jovens a partir de 12 anos para funções de apoio, como cozinha, atendimento médico e controle de postos de checagem.
Fonte: Infomoney