O preço do petróleo e o ânimo das Bolsas tornaram-se o reflexo mais imediato da evolução da guerra no Oriente Médio e de suas perspectivas. O conflito gera gravíssimos efeitos econômicos pela perda de uma parte significativa do suprimento mundial de hidrocarbonetos. Este reflexo, contudo, não desenha com exatidão a implicação econômica do conflito, especialmente quando os mercados reagem mais às expectativas geradas do que ao risco energético.
A falta de concretude e o eventual rejeição das autoridades iranianas podem devolver o mercado à realidade, mas entre esses movimentos, o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz permanece interrompido. A interrupção do fornecimento de petróleo, gás natural, fertilizantes e outros derivados impacta a economia mundial, com consumidores e indústrias já sentindo a alta dos preços. Quanto mais o conflito se prolongar, mais duradouros e severos serão os efeitos econômicos.
A guerra na Ucrânia provocou um estallido inflacionário sem precedentes, embora as economias mundiais tenham evitado um cenário de recessão prolongada. Quatro anos depois, a história parece repetir-se sem uma saída clara para um conflito onde a superioridade militar não compensa a capacidade de um país de castigar a economia mundial.
A incerteza sobre as ramificações econômicas do conflito é quase absoluta, tornando o investimento um desafio. Especialistas apostam em buscar valores que possam resistir ao furacão geopolítico, em vez de fugir diretamente do mercado.
Fonte: Cincodias