O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), anunciou nesta quinta-feira (2) que deixará o ministério para se dedicar às eleições. França informou que se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir seu futuro político-eleitoral e declarou que participará de um projeto para São Paulo, sem especificar o cargo que disputará. O ministro busca uma vaga para concorrer ao Senado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/6/n/ljlT6bR6e7hYpLYTFeSw/marcio-franca.jpg)
“Estive hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, juntos, definimos o melhor caminho a seguir”, afirmou França em publicação nas redes sociais. “A partir de agora, concentro meus esforços ao lado do nosso time do PSB e no projeto para São Paulo e para o Brasil. Preparem as velas: vamos partir para a luta”, declarou.
Após a reunião com Lula, França indicou que buscará “encontrar soluções para os problemas de São Paulo” nas eleições. “É hora de abrir as portas do mundo para nossos empresários e para retomar o protagonismo paulista”, disse.
França havia lançado sua pré-candidatura ao governo paulista em abril de 2025, mas perdeu espaço dentro do campo progressista. Em março, Lula lançou a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. A cúpula nacional do PT e PSB confirmou que os dois partidos estarão juntos no primeiro turno. Com isso, França almeja uma vaga para o Senado na chapa de Haddad ou a indicação para a vice-presidência.
A ex-ministra Marina Silva (Rede) também deixou o governo federal para concorrer em São Paulo. Assim como França, Marina deseja concorrer ao Senado, mas pode ser indicada para a vice de Haddad.
Das duas vagas para o Senado na chapa de Haddad, uma será ocupada pela ex-ministra Simone Tebet, que migrou do MDB para o PSB e transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo a pedido do presidente.
Lula considerou nomear França para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, substituindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que deixou a pasta para ser candidato a vice na chapa presidencial.
Fonte: Globo