A CPFL Paulista, distribuidora de energia que atende municípios do interior de São Paulo, propôs à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o adiamento de parte do reajuste tarifário previsto para este ano para 2026. A proposta visa mitigar os aumentos nas contas de luz dos consumidores em 2024, enquanto o governo federal discute um possível empréstimo bilionário para as concessionárias.
A sugestão da CPFL Paulista envolve um diferimento de até R$1,43 bilhão em suas tarifas para 2026, a ser recuperado entre 2027 e 2029. A concessionária também propôs uma alta tarifária mínima de 8% para este ano. A Aneel analisará a proposta na próxima terça-feira, em reunião que também pautará os reajustes das distribuidoras Energisa e Equatorial.
O governo federal busca soluções para reduzir o impacto dos reajustes tarifários, que devem superar a inflação neste ano. A alta prevista pela Aneel é de 8% em média, acima dos índices do IGP-M (3,1%) e IPCA. A possibilidade de um novo empréstimo bilionário às distribuidoras, operacionalizado pelo BNDES, está entre as alternativas em estudo para conter as tarifas.
O crédito às concessionárias já foi utilizado em situações extraordinárias, como na pandemia de Covid-19. Embora garanta fluxo de caixa para as distribuidoras com reajustes menores, o custo é repassado posteriormente aos consumidores com valores mais altos.
Entenda o diferimento tarifário
O diferimento tarifário permite que parte do reajuste previsto para o ano corrente seja postergada para anos futuros. As concessionárias precisam concordar com essa medida, pois a Aneel não pode alterar unilateralmente os reajustes contratuais.
Impacto nas regiões
As concessionárias que atuam nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul tendem a ter aumentos tarifários maiores neste ano. Para as regiões Norte e Nordeste, há a perspectiva de destinação de recursos para reduzir as contas de luz, conforme lei aprovada no ano passado que permitiu repactuação de parcelas do UBP para alívio tarifário.
Reajustes recentes
Até o momento, a Aneel aprovou altas tarifárias para consumidores do Rio de Janeiro, com aumentos médios de 8,6% para a Light e 15,6% para a Enel Rio.
Fonte: Infomoney