XP Investimentos ajusta carteira de fundos imobiliários para abril

XP Investimentos ajusta carteira de fundos imobiliários para abril, reduzindo RBRR11 e PCIP11 e aumentando KNCR11. Saiba mais.

A XP Investimentos realizou ajustes pontuais em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para abril. A alocação em RBRR11 e PCIP11 foi reduzida em 1 ponto percentual cada, enquanto a exposição ao KNCR11 aumentou em 2 pontos percentuais.

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bolha ia acoes bolsa de valores imagem matejmo istockphoto 220x118
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Segundo os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar, as reduções são um ajuste tático na parcela de FIIs de papel, devido à consolidação do RBRR11 pelo PCIP11. O aumento em KNCR11 reforça a posição em um ativo de perfil mais defensivo.

O fundo KNCR11 apresenta o menor beta entre os veículos analisados, característica relevante em um ambiente de incerteza. Além disso, o fundo mantém um nível de dividendos atrativo.

“O KNCR11 deve continuar entregando rendimentos altos até 2026, sustentado pela expectativa de uma taxa Selic terminal em patamares elevados após o ciclo de afrouxamento monetário”, afirmam os analistas. A menor volatilidade em relação aos pares reforça a visão de que o fundo seguirá com desempenho relevante, mesmo com sua cota negociada com leve prêmio sobre o valor patrimonial.

O KNCR11, gerido pela Kinea Investimentos, possui um portfólio com mais de 80 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), majoritariamente de baixo risco (high grade). Cerca de 100% de sua carteira está indexada ao CDI, o que tende a sustentar a remuneração em cenários de juros altos.

Desempenho da carteira

A seleção da XP, composta por 14 ativos, entregou em março um dividend yield de 0,91%, o equivalente a 10,9% em termos anualizados. O portfólio tem a seguinte distribuição setorial:

  • Recebíveis: 42%
  • Galpões: 19%
  • Multiestratégia: 19,5%
  • Shoppings: 12,5%
  • Lajes corporativas: 7%

No último mês, a carteira recomendada recuou 0,91%, enquanto o IFIX, principal índice de FIIs na B3, caiu 1,06%. No acumulado do ano, o desempenho da seleção é de +2,9%, contra +2,5% do indicador referencial.

Fonte: Moneytimes

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