A visita planejada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump, nos Estados Unidos, pode ocorrer apenas em julho, adiando o encontro que inicialmente seria em março. Apesar de contatos entre os governos, um agendamento concreto ainda não foi definido.






Um interlocutor do governo brasileiro admitiu que a janela para a viagem se estendeu até o fim do primeiro semestre. As negociações diplomáticas continuam, mas fatores externos têm impactado o cronograma.
Tensões internacionais e custos econômicos adiam encontro
O prolongamento da guerra no Oriente Médio e o consequente aumento dos custos econômicos foram apontados como os principais motivos para o adiamento. A Casa Branca estaria relutante em definir datas antes de uma resolução para o conflito na região.
O Governo Lula observou que outros encontros presidenciais também sofreram adiamentos recentes. Um exemplo foi a viagem de Trump à China, que foi reagendada de março para maio.
Críticas e investigações afetam relação bilateral
Desde o acordo inicial para a visita em março, Lula fez diversas críticas a Trump, especialmente em relação à guerra no Oriente Médio. Além disso, decisões recentes, como a suspensão de tarifas pela Suprema Corte americana e novas frentes de investigação sobre práticas comerciais, também geram atritos.
O governo brasileiro também revogou o visto de um funcionário americano próximo à família Bolsonaro, que pretendia visitar o ex-presidente em uma cadeia. Essa ação adiciona mais um ponto de tensão à relação.
Avanços comerciais e de segurança estagnados
Discussões sobre temas comerciais e econômicos também não avançaram. O Brasil recusou, em fevereiro, aderir a uma frente americana para explorar minerais críticos e terras raras sem a participação da China. Questões sobre regulação de big techs e cooperação contra o crime organizado também estão em compasso de espera.
Há ainda a possibilidade de o Departamento de Estado americano designar facções criminosas brasileiras como terroristas, o que contraria o governo brasileiro. Indícios sugerem que essa decisão foi postergada.
Interlocutores do mercado financeiro expressaram ao governo brasileiro o temor de que sanções contra facções pudessem prejudicar a operação de bancos nacionais, caso houvesse movimentação de recursos ilegais por essas instituições.
Fonte: Moneytimes