A americana USA Rare Earth anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir 100% do Serra Verde Group, proprietário de uma mina e unidade de processamento de terras raras em Minaçu, Goiás. A transação, avaliada em US$ 2,8 bilhões, compreende o pagamento de US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de ações ordinárias da companhia compradora.
O que você precisa saber
- A operação garante o controle de um ativo estratégico, sendo o único produtor fora da Ásia capaz de fornecer em escala quatro elementos magnéticos fundamentais: Neodímio, Praseodímio, Disprósio e Térbio.
- A conclusão do negócio deve ocorrer no terceiro trimestre deste ano, mediante aprovações regulatórias.
- A nova estrutura corporativa terá operações no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido, integrando a cadeia de suprimentos global.
Contexto geopolítico e estratégico
O setor de mineração atravessa uma disputa global por insumos críticos para a transição energética. Como o Brasil detém cerca de 25% das reservas mundiais, o país assume papel central no mercado internacional. A integração entre a Serra Verde e a USA Rare Earth busca fortalecer a autonomia ocidental na fabricação de ímãs permanentes usados em motores elétricos e energia eólica.
Projeções financeiras e operacionais
A companhia projeta que a unidade brasileira alcance um Ebitda anualizado entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões até o final de 2027. Para 2030, a expectativa é atingir uma receita de US$ 1,8 bilhão. O projeto recebe suporte financeiro da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, com aporte de US$ 565 milhões para expansão.
A gestão local da mina permanecerá com Ricardo Grossi, atual presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração. Além disso, executivos da mineradora brasileira integrarão o conselho de administração da nova estrutura global.
Fonte: Estadão