Transportadoras aguardam clareza sobre segurança no Estreito de Ormuz

Transportadoras buscam clareza sobre segurança no Estreito de Ormuz após alertas do Irã. Tráfego de petróleo e GNL segue restrito, impactando preços globais.

Empresas de navegação buscam maior clareza sobre os termos do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã antes de retomar o trânsito pelo Estreito de Ormuz. Teerã, por sua vez, afirma que a via permanece fechada a embarcações sem autorização.

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O conflito de seis semanas impactou o tráfego pelo estreito, por onde passa cerca de 20% das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), levando a um aumento nos preços globais de energia.

O Irã declarou que oferecerá passagem segura em coordenação com suas Forças Armadas, mas sua guarda costeira alertou que navios sem permissão serão alvejados. Uma mensagem de rádio recebida por armadores indicou que o trânsito no estreito ainda está fechado e requer autorização da Marinha iraniana.

As decisões sobre as condições de passagem são tomadas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. A primeira embarcação teria atravessado o estreito com autorização após o cessar-fogo, segundo a TV estatal, embora a identidade do navio não tenha sido confirmada.

Grandes companhias de navegação, como a dinamarquesa Maersk e a alemã Hapag-Lloyd, mantêm cautela. A Maersk considera que o cessar-fogo pode abrir oportunidades, mas ainda não garante segurança marítima plena. A Hapag-Lloyd aguarda a confirmação da sustentabilidade do cessar-fogo antes de aceitar novos pedidos.

A normalização dos fluxos de tráfego pode levar de seis a oito semanas, segundo o CEO da Hapag-Lloyd. Outras empresas de navegação, como a Frontline, ainda avaliam o impacto do cessar-fogo. Especialistas alertam que embarcações que deixarem o golfo sem coordenação prévia com autoridades dos EUA e do Irã enfrentarão risco elevado.

Desde o início da guerra, foram registrados quase 30 incidentes marítimos na região. Cerca de 187 petroleiros carregados estavam no golfo até terça-feira, e executivos do setor estimam que 300 a 400 navios aguardam para sair assim que a segurança for restabelecida.

As economias asiáticas, principais compradoras do petróleo transportado pelo estreito, foram especialmente afetadas pela interrupção. Espera-se que petroleiros com destino a países alinhados ao Irã sejam os primeiros a retomar o trânsito.

Fonte: UOL

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