Telefónica destitui CEO da Movistar Plus após treze meses

A Telefónica destituiu o CEO da Movistar Plus, Daniel Domenjó, após 13 meses. Alfonso Gómez Palacio assume o cargo com foco em eficiência operacional.
Fachada da sede da Telefónica com logomarca da empresa. Fachada da sede da Telefónica com logomarca da empresa.
Telefónica destitui CEO da Movistar Plus após treze meses em destaque no AEconomia.news.

A Telefónica realizou uma profunda reestruturação na liderança da sua divisão de conteúdos, a Movistar Plus, com a destituição do conselheiro delegado Daniel Domenjó. A decisão, tomada apenas treze meses após a sua nomeação, foi oficializada pelo presidente executivo do grupo, Marc Murtra, durante uma sessão extraordinária do conselho de administração.

Mudança na estratégia de gestão

Para substituir Domenjó, a companhia designou Alfonso Gómez Palacio, um executivo com longa trajetória na empresa e responsável recente pelas operações da Telefónica Hispanoamérica. A escolha sinaliza uma mudança de direção, priorizando a gestão operacional e o controle financeiro em detrimento do perfil criativo que marcou a gestão anterior.

Embora a empresa não tenha detalhado os motivos oficiais, fontes do mercado indicam que a saída de Domenjó está ligada a divergências sobre a execução orçamentária e a política de aquisição de direitos de transmissão. A gestão de eficiência operacional, aplicada com sucesso por Gómez Palacio na América Latina, deve ser agora o foco central da plataforma de streaming.

Contexto de poder e mercado

A movimentação ocorre em um cenário de transformações na governança da Telefónica, que conta com a participação estatal através da SEPI. Desde a chegada de Marc Murtra à presidência em 2025, a estrutura de comando da divisão audiovisual tem passado por constantes alterações, gerando incertezas sobre a continuidade de projetos de produção original.

Apesar da instabilidade na cúpula, a Movistar Plus apresentou resultados positivos no último ano, registrando um crescimento de 7,9% na base de clientes, totalizando 3,8 milhões de usuários. O novo CEO terá o desafio de manter esse desempenho enquanto busca otimizar custos em um mercado altamente competitivo, enfrentando a pressão de gigantes globais do setor de entretenimento.

Fonte: Elpais

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