STF avalia manutenção de prisões ligadas ao caso Banco Master

O STF julga nesta semana a manutenção das prisões preventivas ligadas à Operação Compliance Zero, que investiga desvios no BRB envolvendo o Banco Master.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília. Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
STF avalia manutenção de prisões ligadas ao caso Banco Master em destaque no AEconomia.news.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) define nesta semana a manutenção das prisões preventivas decretadas na quarta fase da operação Compliance Zero. Entre os detidos está o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, investigado por suposto envolvimento em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

O que você precisa saber

  • A decisão ocorre no plenário virtual entre quarta-feira e sexta-feira.
  • A operação investiga oBanco Mastere seu controlador, Daniel Vorcaro.
  • APolícia Federalaponta prejuízos bilionários ao BRB em operações de crédito.

Detalhes da investigação

A operação Compliance Zero apura crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta e organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, o BRB teria injetado cerca de R$ 12 bilhões no Banco Master por meio da aquisição de carteiras de crédito consignado consideradas fraudulentas.

As investigações indicam que o ex-presidente do BRB teria recebido aproximadamente R$ 140 milhões em propinas, materializadas na transferência de seis imóveis de luxo. O advogado Daniel Monteiro também foi preso sob a acusação de estruturar o esquema de lavagem de dinheiro para viabilizar os repasses.

Posicionamento das defesas

O ministro André Mendonça, relator do caso, destacou que os elementos colhidos sugerem que a atuação do ex-presidente do BRB ultrapassou falhas administrativas, configurando adesão consciente ao esquema. Em diálogos interceptados, há menções a articulações políticas para defender as operações do banco público.

A defesa de Paulo Henrique Costa sustenta que ele não praticou qualquer ato ilícito. Por sua vez, a defesa de Daniel Monteiro afirma que sua atuação restringiu-se ao exercício técnico da advocacia, sem participação em atividades ilícitas, e que o profissional permanece à disposição da Justiça para esclarecimentos.

Fonte: Estadão

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