O ex-deputado federal Alexandre Ramagem agradeceu à cúpula do governo Donald Trump pela sua soltura nos Estados Unidos, onde esteve preso por questões migratórias. Em publicação nas redes sociais, Ramagem afirmou que sua liberação foi administrativa, sem necessidade de pagamento de fiança ou procedimento judicial.
Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) na segunda-feira (13) e liberado na quarta-feira (15). Ele declarou que entrou nos Estados Unidos com passaporte e visto válidos em setembro do ano anterior e, posteriormente, solicitou asilo, cumprindo todos os requisitos para permanência regular no país.
Ramagem critica Polícia Federal
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-deputado também criticou a Polícia Federal brasileira, classificando-a como uma “polícia de jagunços” e questionando a credibilidade da instituição. Ramagem sugeriu o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que mencionou a cooperação internacional entre Brasil e EUA na prisão.
Contexto da prisão e condenação
Alexandre Ramagem deixou o Brasil em 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Investigações da PF indicam que ele saiu do país clandestinamente pela fronteira com a Guiana antes do fim do julgamento. O STF determinou a inclusão de Ramagem na lista da Interpol, o que possibilitou sua detenção por autoridades estrangeiras.
Sanções e pedido de extradição
Enquanto esteve no exterior, Ramagem sofreu sanções administrativas e políticas, incluindo a cassação do mandato de deputado federal pela Câmara, o cancelamento do passaporte diplomático e o bloqueio de seus vencimentos parlamentares por determinação do STF. O Ministério da Justiça havia encaminhado o pedido de extradição ao governo norte-americano.