O petróleo registrou alta e as bolsas de valores na Ásia despencaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazer um pronunciamento em rede nacional sobre a guerra contra o Irã. Trump afirmou que os objetivos centrais dos EUA no conflito estão “próximos da conclusão” e que o país atingirá o Irã “extremamente forte nas próximas duas a três semanas”.
Em resposta às ameaças, o Irã alertou sobre “ataques esmagadores” contra os EUA e Israel. A situação tensa levou a um aumento nos preços do petróleo, enquanto os mercados asiáticos reagiram negativamente, com quedas expressivas.
Tensões no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, uma rota comercial vital, tem sido praticamente bloqueado desde o início do conflito, elevando os preços do petróleo e gerando preocupações com a segurança energética global. A União Europeia, através de sua alta representante para Relações Exteriores, Kaja Kallas, defendeu o aumento da missão naval Aspides para proteger as rotas marítimas. “Não podemos nos dar ao luxo de perder outra rota comercial crítica”, declarou Kallas, criticando a imposição de taxas de passagem pelo Irã.
A Rússia, por sua vez, afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto para o país, segundo o Kremlin. O Irã tem permitido a passagem de navios de países considerados aliados, como China, Índia e Rússia, enquanto ameaça embarcações aliadas aos EUA ou Israel.
Esforços diplomáticos e alertas de segurança
A China, através de seu Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, apelou por um cessar-fogo para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. Em conversas com diplomatas da União Europeia e da Alemanha, Wang Yi enfatizou a necessidade de esforços diplomáticos conjuntos para encerrar o conflito rapidamente.
Enquanto isso, a Embaixada dos EUA em Bagdá emitiu um alerta sobre possíveis ataques iminentes de milícias pró-Irã na capital iraquiana nas próximas 24 a 48 horas. Os alvos potenciais incluem cidadãos americanos, empresas, instalações diplomáticas e infraestrutura energética. O aviso ocorre em meio a preocupações com a segurança na região e a instabilidade gerada pelo conflito.
Fonte: Dw