Os contratos futuros de petróleo registraram alta expressiva nesta quinta-feira, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, além da contínua paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz. O mercado reagiu a relatos da mídia israelense sobre a saída do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghali, de negociações diplomáticas com os EUA, e a supostos ataques em Teerã. No fechamento, o petróleo tipo Brent, referência mundial, com vencimento em junho, avançou 3,10%, alcançando US$ 105,07 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, referência americana, para o mesmo mês, subiu 3,11%, a US$ 95,85 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os preços do petróleo ganharam força com a notícia de que o presidente do Parlamento do Irã teria deixado as negociações diplomáticas, conforme divulgado pelo jornal israelense Canal 12. Paralelamente, a agência de notícias iraniana Mehr reportou a ativação de sistemas de defesa aérea em Teerã para conter “ações hostis”, aumentando a apreensão nos mercados. O Estreito de Ormuz permanece com tráfego amplamente interrompido, afetando a produção e o transporte de petróleo na região. O Irã declarou que não participará de negociações enquanto houver bloqueio naval dos EUA a seus portos. Em contrapartida, o presidente americano Donald Trump ordenou que a Marinha dos EUA atire contra embarcações que instalem minas no estreito, e militares interceptaram petroleiros que tentavam contornar restrições de trânsito. Trump intensificou seu discurso sobre o conflito, afirmando ter “todo o tempo do mundo” para encerrar a guerra, mas que o Irã não. Ele declarou que um acordo só será fechado quando for apropriado e benéfico para os Estados Unidos e seus aliados.
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