Petrobras estuda cancelar leilão de gás de cozinha após críticas de Lula

Petrobras estuda cancelar leilão de gás de cozinha após críticas de Lula. Ágios acima de 100% geraram preocupação com o preço final do produto.

A Petrobras avalia o cancelamento do leilão de gás de cozinha que registrou ágios superiores a 100%. A medida surge após fortes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou o evento como “bandidagem” e afirmou que a realização desrespeitou orientações do governo.

Em entrevista, Lula declarou que o leilão será anulado para evitar que o povo pague o preço elevado do produto. O Ministério de Minas e Energia (MME) já havia solicitado à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) uma avaliação sobre a abusividade dos preços praticados.

O leilão, que ocorreu após negociações frustradas sobre subvenção para amenizar repasses internacionais, vendeu 11% do consumo mensal de GLP com ágios que mais que dobraram o valor inicial. Internamente, a Petrobras teria informado que o leilão ocorreu sem autorização da cúpula da companhia.

Um dos argumentos para o cancelamento é a possibilidade de multa pela Medida Provisória 1.340, que estabelece penalidades para aumentos abusivos em derivados de petróleo. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma fiscalização em duas refinarias da Petrobras para coletar informações sobre o leilão, motivada por suspeitas de ágios elevados.

A Petrobras não atualiza o preço de venda do GLP em suas refinarias desde julho de 2024, utilizando leilões para repassar parte das variações internacionais. O GLP importado subiu 60% desde o início do conflito no Oriente Médio, pressionando a companhia.

A Acelen, dona da maior refinaria privada do Brasil, confirmou um reajuste de 15% no combustível. O governo analisa a concessão de subsídios ao produto, um tema sensível para o presidente Lula, que ampliou programas de distribuição gratuita de botijões. Distribuidoras alertaram para a necessidade de rever o preço de referência do programa Gás do Povo diante da alta de custos.

Fontes: UOL Globo Estadão

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