A Petrobras (PETR4) realizou um ajuste parcial nos preços dos volumes de gás de cozinha leiloados em 31 de março, segundo o Sindigás, sindicato que representa as distribuidoras do combustível. A declaração rebate um anúncio feito pela petroleira na véspera.






A Petrobras havia informado que decidiu “neutralizar” os efeitos de preço do leilão, após o presidente Lula questionar o certame por conta dos altos ágios, argumentando que a população não teria condições de arcar com o custo.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) esclareceu que o movimento anunciado pela Petrobras não implica anulação dos leilões nem a eliminação integral dos efeitos de preço, mas sim um ajuste parcial nos valores praticados.
A entidade ressaltou que a petroleira indicou no mesmo comunicado que devolveria valores que superam o limite da paridade de importação (PPI), sinalizando a manutenção de ágio em valores adicionais relevantes nas operações.
A Petrobras também informou que, caso confirme adesão ao programa de subsídio ao GLP importado, também devolveria aos clientes os valores suportados pela subvenção. A petroleira disse que o ressarcimento ocorrerá por meio de ajustes nos próximos faturamentos.
O leilão teve como objetivo principal assegurar o atendimento à crescente demanda por GLP destinado a usos industriais. A petroleira ressalvou que não exerce controle sobre a destinação final do GLP comercializado, tampouco sobre os preços praticados ao consumidor final.
Essa estratégia tem permitido à companhia recuperar aportes feitos para importar parte de sua oferta, já que o Brasil não é autossuficiente na produção de GLP e precisa comprar no exterior cerca de 20% do seu consumo. O certame ao final de março seguiu esta lógica, mas os resultados desagradaram o governo diante da disparada dos preços pelo efeito da guerra no Irã.
Fonte: Moneytimes