O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, falecido aos 68 anos, teve uma trajetória marcada por uma breve incursão na política brasileira no final da década de 1990. Apadrinhado por Paulo Maluf, o atleta iniciou sua vida pública em 1997, ao assumir a Secretaria de Esportes da prefeitura de São Paulo durante a gestão de Celso Pitta.
A candidatura ao Senado em 1998
Em 1998, Oscar Schmidt deixou o cargo administrativo para disputar uma vaga no Senado por São Paulo, integrando a chapa de Maluf. O ex-atleta, filiado ao então PPB (atual PP), tornou-se um fenômeno eleitoral, alcançando quase 37% dos votos válidos, o que representou cerca de 6 milhões de eleitores. Apesar do desempenho expressivo, ele foi superado por Eduardo Suplicy, que obteve 43,07% dos votos.
Projetos e afastamento da vida pública
Durante sua campanha, o ex-jogador defendia propostas como a criação de leis de incentivo fiscal para o esporte e a implementação de aulas de civismo e formação religiosa nas escolas. Após a derrota, Oscar Schmidt distanciou-se da atividade partidária, declarando em entrevistas posteriores ter se arrependido da experiência, que considerou incompatível com seu perfil pessoal.
Contexto político e legado
A trajetória de Maluf, mentor político de Oscar na época, seguiu um caminho distinto, com desdobramentos judiciais envolvendo condenações pelo Supremo Tribunal Federal por desvios de recursos públicos. O episódio de 1998 permanece como um marco na história eleitoral paulista, ilustrando a tentativa de figuras do esporte de migrarem para o cenário político nacional.
Fonte: Globo