O BTG Pactual atualizou sua tese de investimento para a Nvidia, destacando o potencial da companhia no setor de inteligência artificial. A instituição fixou um preço-alvo de US$ 237, o que projeta uma valorização de aproximadamente 20% sobre as cotações atuais.
Segundo o analista Vitor Melo, a avaliação reflete o sólido perfil de crescimento, a capacidade de geração de caixa e o posicionamento estratégico da empresa na infraestrutura global de tecnologia. O banco considera o múltiplo de 21 vezes o lucro estimado para o ano fiscal de 2028 como um patamar razoável.
A nova fronteira da inferência
A expansão da Nvidia está agora ancorada na fase de inferência. Diferente do treinamento de modelos, essa etapa foca na aplicação prática da tecnologia no cotidiano corporativo. A expectativa é de que o mercado de inferência apresente uma taxa composta anual de crescimento de 44% até 2032.
A análise do banco aponta que a companhia permanece como a principal beneficiária da demanda por segmentos de alta complexidade. Mesmo com mudanças na distribuição de gastos entre chips e sistemas, o domínio sobre a infraestrutura essencial de processamento de dados sustenta a tese de longo prazo.
Riscos para o setor de tecnologia
O BTG Pactual também detalhou cinco pontos de atenção que podem impactar o desempenho da Nvidia:
- Desenvolvimento de chips próprios (ASICs) por grandes players comoGoogle,Amazon,MetaeMicrosoft.
- Efeitos de canibalização gerados por softwares de eficiência da própria companhia, que otimizam o hardware existente.
- Possíveis gargalos nainfraestruturade energia e data centers globais.
- Alta concentração produtiva em parceiros estratégicos, incluindo aTSMCe fabricantes de memóriaHBM.
- Restrições geopolíticas e novas normativas de exportação dosEstados Unidosque limitam o acesso ao mercado chinês.
Devido à incerteza do cenário regulatório, o banco excluiu receitas provenientes da China de seus modelos financeiros atuais, aguardando maior clareza sobre as diretrizes comerciais.
Fonte: Moneytimes