Dois navios de guerra dos Estados Unidos teriam cruzado o Estreito de Hormuz, marcando a primeira passagem desde o início do conflito. A informação, divulgada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), contradiz a versão do Irã, que negou a entrada de embarcações americanas no estreito. A situação ocorre em paralelo a negociações mediadas pelo Paquistão em Islamabad, com o objetivo de buscar um cessar-fogo no Oriente Médio.






As conversas envolvem delegações dos EUA e do Irã, com a participação de autoridades paquistanesas. O foco inicial das discussões inclui a situação no Líbano, o desbloqueio de ativos iranianos e o levantamento de sanções. O futuro do Estreito de Hormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global, é um dos principais pontos de discórdia, com os EUA exigindo sua abertura incondicional e o Irã buscando o reconhecimento de seu controle sobre a região.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a passagem dos navios americanos pelo estreito não depende de um acordo com o Irã, declarando que os EUA “venceram”. A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) emitiu um aviso severo, afirmando que qualquer tentativa de passagem de navios militares pelo Estreito de Hormuz será “severamente tratada”.
Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou o desejo por uma paz duradoura com o Líbano, condicionada ao desarmamento do Hezbollah. O Papa Francisco intensificou sua condenação à guerra, apelando por negociações e paz, e criticando a “idolatria do eu e do dinheiro” e a “exibição de poder”.
Fonte: Dw