A influencer Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, manifestou-se nas redes sociais sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, que levou à prisão preventiva do ex-banqueiro sob suspeita de fraudes financeiras bilionárias.






Graeff declarou ter sido “arrastada para um lamaçal que não me pertence” e descreveu as últimas semanas como um “pesadelo”. Ela afirmou desconhecer as operações fraudulentas investigadas, negar ter enriquecido com o relacionamento de dois anos e se considerar vítima de linchamento virtual após o vazamento de mensagens íntimas.
Em um pronunciamento de pouco mais de quatro minutos, a influencer relatou ter sofrido “violência sem tamanho” e que o vazamento de suas conversas privadas foi uma “atrocidade” e “covardia” para desviar o foco dos verdadeiros responsáveis.
Ela iniciou o relacionamento com Daniel Vorcaro após 13 anos e se dizia “apaixonada” e “feliz”, mas começou a perceber a gravidade da situação com as notícias na imprensa. Graeff enfatizou que nem ela, nem pessoas do meio, órgãos reguladores ou clientes sabiam das operações.
As conversas entre Martha e Vorcaro foram interceptadas pela Polícia Federal em março, após quebra de sigilo telemático do banqueiro. Mensagens íntimas do casal foram vazadas, intensificando o sofrimento da influencer.
Bens transferidos para Martha Graeff
A ex-noiva de Vorcaro foi convocada a depor em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso após a informação de que o banqueiro teria transferido bens para Martha que poderiam ultrapassar US$ 100 milhões (mais de R$ 520 milhões).
Conversas entregues à extinta CPI do INSS indicam que Vorcaro cuidou da abertura de um trust (estrutura jurídica internacional de administração patrimonial) em nome de Martha. O principal bem desse trust seria uma mansão em Bay Point, Miami, adquirida por US$ 86,5 milhões (mais de R$ 450 milhões).
Vorcaro também teria investido US$ 10 milhões na Happy Aging, empresa de produtos para “envelhecimento saudável” que Martha anunciava e da qual era sócia. Outros bens de alto valor presenteados a ela são mencionados nas conversas. Caso comprovado que os bens são fruto de desvio de recursos, eles podem ser apreendidos pela legislação.
Em nota divulgada em 13 de março, a defesa de Martha Graeff afirmou que ela “não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro”. A defesa também declarou que ela “não tem conhecimento sobre a existência de algum trust que lhe envolva” e que “se encontra à disposição das autoridades”.
Integrantes da CPI do Crime Organizado avaliam que a convocação de Martha Graeff ao Congresso é improvável, visto que ela reside nos Estados Unidos. O colegiado tem até 14 de abril para concluir suas atividades.
Fonte: Moneytimes