Marina Silva admite divergências internas na Rede Sustentabilidade

Marina Silva admite divergências internas na Rede Sustentabilidade e reafirma candidatura ao Senado por São Paulo, apesar de crise partidária.
03/11/2022 REUTERS/Carla Carniel

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, admitiu nesta quarta-feira (8) que enfrenta divergências internas na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar. Segundo ela, não há descumprimento do estatuto nem falta de diálogo, e a crise interna não inviabiliza sua candidatura ao Senado por São Paulo.

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“Não consigo imaginar que alguém possa propor me negar a legenda na Rede Sustentabilidade”, afirmou Marina Silva em entrevista à GloboNews.

As declarações surgem um dia após o diretório nacional do partido publicar uma nota criticando sua decisão de permanecer na legenda. A Rede afirmou ter recebido o anúncio com “indignação e perplexidade” e acusou a ex-ministra de se recusar a dialogar com a direção partidária.

Em resposta, Marina Silva declarou que não pode “permanecer fazendo de conta que vários diretórios legitimamente eleitos foram dissolvidos e foram impostas direções provisórias”. Ela acrescentou: “Não posso negar que existam divergências em relação ao programa, ao estatuto e aos princípios fundantes pelos quais milhares de pessoas se mobilizaram para coletar assinaturas”.

“Isso não tem nada a ver com desrespeito ou falta de diálogo”, completou. “Como somos uma federação, quem vai assegurar a legenda é a federação. Não estou descumprindo, em nenhum milímetro, o estatuto, o programa e o manifesto da Rede Sustentabilidade.”

No último sábado (4), Marina Silva comunicou que permaneceria na legenda, com o objetivo de trabalhar na “restauração dos princípios e valores” da sigla, citando o manifesto de fundação para embasar sua decisão.

Na mesma nota, declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Formalizou também sua candidatura ao Senado pela federação liderada pelo PSOL, ao lado de Simone Tebet, do PSB.

A ex-ministra anunciou ainda a intenção de fortalecer alianças com PT, PSB, PV, PDT e PCdoB, partidos que classificou como os que “não se deixam capturar pelo autoritarismo e pelo negacionismo”.

Fonte: Moneytimes

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