O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, durante visita oficial à Alemanha, as regras ambientais e as limitações unilaterais impostas pela União Europeia ao acordo comercial com o Mercosul. O tratado, que possui entrada em vigor parcial prevista para o próximo dia 1º de maio, enfrenta tensões devido a exigências que o governo brasileiro considera desequilibradas.
O que você precisa saber
- O acordo comercial entre os blocos entra em vigor parcialmente em maio.
- Lula defende que o tratado exige equilíbrio nas concessões mútuas.
- Novas leis ambientais europeias podem restringir exportações brasileiras.
Durante conferência de imprensa com o chanceler alemão, o presidente brasileiro afirmou que a adoção de métricas incompatíveis com regras multilaterais prejudica a relação comercial. Segundo o mandatário, o governo concorda com políticas de descarbonização, mas rejeita medidas que não refletem a realidade produtiva local.

Impacto nas exportações
Mesmo com a implementação parcial do acordo, a União Europeia planeja colocar em prática ainda este ano uma nova legislação ambiental. O conjunto de normas pode limitar as exportações do Mercosul, com foco especial nos produtos brasileiros, utilizando critérios rigorosos contra o desmatamento.
O cenário de incertezas comerciais exige atenção diante de um contexto de política econômica internacional, o que pode influenciar futuras negociações de mercado. O governo brasileiro mantém a posição de que o unilateralismo não é o caminho para fortalecer a parceria entre os blocos econômicos.
Fonte: Infomoney