JPMorgan rebaixa Banrisul para venda com risco de inadimplência

O JPMorgan rebaixou a recomendação do Banrisul para venda, citando riscos no crédito, custos de provisão e incertezas sobre o contrato estadual.
Fachada de agência do Banrisul em centro financeiro. Fachada de agência do Banrisul em centro financeiro.
JPMorgan rebaixa Banrisul para venda com risco de inadimplência em destaque no AEconomia.news.

O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações do Banrisul (BRSR6) de neutra para underweight, o equivalente à venda, estabelecendo o preço-alvo de R$ 15 por papel para o final de 2026. A instituição financeira fundamenta a decisão em preocupações crescentes com a deterioração estrutural do crédito e a fragilidade na qualidade dos ativos do banco gaúcho.

Fatores para o rebaixamento

A análise elenca três pilares para a mudança de recomendação. Existe uma projeção de aumento nas provisões e elevação do custo de risco, estimado em 2,3% para 2026 e 2,5% em 2027, patamar acima dos 2,0% registrados anteriormente. De acordo com dados do Banco Central, a inadimplência no Rio Grande do Sul mantém trajetória de alta desde 2024, impactando tanto o segmento de pessoas físicas quanto o corporativo.

O segundo ponto refere-se à incerteza sobre a renovação do contrato de prestação de serviços com o governo estadual. Estima-se que o custo da operação possa atingir R$ 1,2 bilhão, montante que representa cerca de 16% do valor de mercado atual do banco. Além disso, a instituição enfrenta desafios de eficiência ante o avanço de bancos digitais, com projeção de retorno sobre patrimônio (ROE) ao redor de 11% para o biênio 2026-2027.

Panorama do setor bancário

No segmento de grandes instituições, o Itaú (ITUB4) permanece como a principal recomendação entre analistas, sustentado por ativos de maior qualidade e rentabilidade consistente. O Santander Brasil (SANB11) também mantém cenário favorável, enquanto o Bradesco (BBDC4) demonstra melhora operacional gradual. Já o Banco do Brasil (BBAS3) segue com recomendação neutra devido às pressões sobre resultados e provisões no crédito rural.

O JPMorgan mantém uma perspectiva favorável para bancos digitais, com recomendação de compra para o Nubank (ROXO34) e o Inter (INBR32). O Nubank projeta um retorno sobre patrimônio próximo a 30%, impulsionado pelo crescimento da carteira de crédito. O Inter segue em ritmo de expansão, apesar da pressão sobre margens e riscos inerentes ao modelo de operação.

Fonte: Infomoney

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