Ibovespa sobe 16,35% no trimestre com otimismo sobre fim da guerra no Irã

Ibovespa sobe 16,35% no trimestre, impulsionado pelo otimismo com o fim da guerra no Irã e fluxo estrangeiro. Veja os detalhes.

O Ibovespa registrou alta de 2,71% nesta terça-feira, encerrando o pregão aos 187.462 pontos, após oscilar entre 182.515 e 187.508 pontos. O otimismo em relação a um possível fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, impulsionado por declarações de ambos os lados, contribuiu para o desempenho positivo dos mercados globais e locais.

No acumulado do trimestre, o principal índice da bolsa brasileira avançou 16,35%, a maior alta desde o quarto trimestre de 2020. A diversificação das carteiras globais, com saída de recursos dos EUA para mercados emergentes, e o peso de ações de petróleo no índice foram fatores que favoreceram o desempenho da bolsa brasileira.

Fatores de alta do Ibovespa

A percepção de que os Estados Unidos e o Irã poderiam encerrar o conflito militar trouxe alívio aos mercados. Declarações do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, indicando disposição para o fim da guerra, desde que certas condições sejam atendidas, reforçaram esse sentimento. O fluxo estrangeiro para ações brasileiras também continuou em março, alimentando a alta de papéis como os do BTG Pactual, que subiram 5,41%.

Desempenho de commodities e bancos

As ações de commodities fecharam mistas, com as units da Petrobras cedendo 2,01% e as ON recuando 1,35%, enquanto as ON da Vale ganharam 3,75%. O gestor de renda variável da Franklin Templeton, Guto Leite, avalia que, apesar do discurso do Irã, as declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, indicam uma maior disposição de Washington para encerrar o conflito.

Perspectivas para abril

Leite considera abril um mês crucial, pois o conflito entra em seu segundo mês. Ele alerta que o impacto sobre os mercados pode se tornar exponencial caso a guerra se prolongue, com discussões sobre rupturas nas cadeias produtivas. A Franklin Templeton ajustou sua carteira, adotando uma postura mais defensiva com posições em Prio e Petrobras, e reduzindo a exposição a setores mais ligados ao ciclo econômico.

Fontes: Globo Infomoney Moneytimes

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