O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 1,65%, atingindo 192.888,96 pontos. O movimento foi puxado pelo desempenho negativo de grandes instituições financeiras e pelo sentimento de cautela dos investidores diante de incertezas globais e tensões geopolíticas, movimentando R$ 26,50 bilhões.
O que você precisa saber
- O índice acionário perdeu 3.243,10 pontos, fechando abaixo da marca de 193 mil.
- O setor bancário liderou as quedas, impactando papéis comoBanco do Brasil,Bradesco,Itaú UnibancoeSantander.
- APetrobrasseguiu movimento oposto e subiu 1,38%, favorecida pela valorização do petróleo no exterior.
Desempenho setorial e tensões externas
O mercado acionário brasileiro enfrentou pressão vendedora em um dia de monitoramento dos riscos externos. Embora anúncios sobre o cenário no Oriente Médio tenham trazido alívio momentâneo para as bolsas de Nova York, o otimismo não se sustentou na bolsa paulista. O ambiente de volatilidade nas bolsas europeias também influenciou a postura dos investidores locais.
Dólar e juros futuros
O dólar comercial fechou o dia estável, cotado a R$ 4,974, com investidores buscando proteção frente aos riscos geopolíticos. Enquanto a moeda manteve estabilidade, os contratos de juros futuros (DIs) registraram alta em toda a curva. Esse movimento sinaliza que o mercado precifica um ambiente de maior rigor monetário e persistente incerteza fiscal no país.
Destaques da carteira
Além do setor bancário, papéis de peso no índice registraram quedas expressivas. A Vale recuou 1,70%, apesar da valorização do minério de ferro, enquanto a Embraer registrou queda de 6,01% mesmo com o anúncio de novos contratos. A Braskem também figurou entre os destaques negativos, com recuo de 4,45% após ajustes nas projeções de sua estrutura de caixa.
Fonte: Infomoney