Ibovespa recua 1,65% com forte queda de bancos e varejo

Ibovespa fecha em queda de 1,65% pressionado por bancos e varejo. Dólar mantém estabilidade em dia de incertezas globais e alta na curva de juros futuros.
Gráfico de desempenho do Ibovespa durante o pregão. Gráfico de desempenho do Ibovespa durante o pregão.
Ibovespa recua 1,65% com forte queda de bancos e varejo em destaque no AEconomia.news.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 1,65%, atingindo 192.888,96 pontos. O movimento foi puxado pelo desempenho negativo de grandes instituições financeiras e pelo sentimento de cautela dos investidores diante de incertezas globais e tensões geopolíticas, movimentando R$ 26,50 bilhões.

O que você precisa saber

  • O índice acionário perdeu 3.243,10 pontos, fechando abaixo da marca de 193 mil.
  • O setor bancário liderou as quedas, impactando papéis comoBanco do Brasil,Bradesco,Itaú UnibancoeSantander.
  • APetrobrasseguiu movimento oposto e subiu 1,38%, favorecida pela valorização do petróleo no exterior.

Desempenho setorial e tensões externas

O mercado acionário brasileiro enfrentou pressão vendedora em um dia de monitoramento dos riscos externos. Embora anúncios sobre o cenário no Oriente Médio tenham trazido alívio momentâneo para as bolsas de Nova York, o otimismo não se sustentou na bolsa paulista. O ambiente de volatilidade nas bolsas europeias também influenciou a postura dos investidores locais.

Dólar e juros futuros

O dólar comercial fechou o dia estável, cotado a R$ 4,974, com investidores buscando proteção frente aos riscos geopolíticos. Enquanto a moeda manteve estabilidade, os contratos de juros futuros (DIs) registraram alta em toda a curva. Esse movimento sinaliza que o mercado precifica um ambiente de maior rigor monetário e persistente incerteza fiscal no país.

Destaques da carteira

Além do setor bancário, papéis de peso no índice registraram quedas expressivas. A Vale recuou 1,70%, apesar da valorização do minério de ferro, enquanto a Embraer registrou queda de 6,01% mesmo com o anúncio de novos contratos. A Braskem também figurou entre os destaques negativos, com recuo de 4,45% após ajustes nas projeções de sua estrutura de caixa.

Fonte: Infomoney

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