O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira com leve alta de 0,06%, aos 188.162 pontos, em um dia de oscilações e menor liquidez, com investidores atentos às negociações de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O volume financeiro negociado foi de R$ 12,6 bilhões, abaixo da média diária do ano.
As ações da Petrobras, tanto ON quanto PN, apresentaram ganhos de 1,15% e 1,64%, respectivamente, ajudando a segurar o índice. Em contrapartida, os papéis da Vale fecharam em queda de 0,55%. No setor bancário, a maioria das ações fechou em alta, com exceção das units do Santander, que recuaram 0,54%.
A fala do presidente americano, Donald Trump, sobre a possibilidade de o Irã ser “eliminado” em uma noite, caso não houvesse acordo, gerou volatilidade. No entanto, o mercado parece ter precificado o risco, com analistas apontando resiliência do mercado brasileiro diante do conflito no Oriente Médio.
Resiliência do mercado brasileiro
Estrategistas de mercado observam que o Brasil tem demonstrado resiliência frente ao conflito, com fluxo estrangeiro não sendo afetado. Fatores como a produção de petróleo, menor dependência de importações e a taxa Selic elevada contribuem para essa blindagem.
Apesar disso, há uma mudança na recomendação de ações, com menor exposição a small caps e maior alocação em empresas beneficiadas pela alta do petróleo, como Prio e Petrobras. A falta de visibilidade sobre o desfecho da guerra é vista como o principal risco.
Impacto global e projeções
Analistas avaliam que o fim da guerra neste mês e o retorno dos preços do petróleo a patamares próximos de US$ 80 poderiam gerar um surto de inflação e desaceleração contidos na economia global. Contudo, um conflito prolongado, especialmente com uma invasão terrestre do Irã, poderia levar a economia mundial a uma recessão.
A probabilidade de um acordo de cessar-fogo até o dia seguinte era considerada baixa por sites de apostas. A manutenção dos preços atuais do petróleo por mais alguns meses já seria capaz de levar a economia global a um estado de recessão, segundo especialistas.
Fontes: Globo Infomoney Moneytimes