Guerra no Oriente Médio reduz crescimento global e causa impacto em cascata, diz Banco Mundial

Banco Mundial alerta que guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global em até 1% e aumentar inflação, afetando emergentes. Saiba mais.

A guerra no Oriente Médio terá um impacto em cascata sobre a economia global, mesmo que um cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se concretize. Os danos serão mais profundos se o cessar-fogo fracassar e o conflito escalar, afirmou o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

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Segundo Banga, o crescimento global poderia ser reduzido em 0,3 a 0,4 ponto percentual em um cenário base, com um fim antecipado da guerra. Em um cenário adverso, com o conflito persistindo, a redução pode chegar a 1 ponto percentual. A inflação poderia aumentar de 200 a 300 pontos-base, com um impacto muito maior —de até 0,9 ponto percentual— se a guerra continuar.

Impacto nas economias emergentes

A estimativa base do Banco Mundial projeta crescimento de 3,65% em mercados emergentes e economias em desenvolvimento em 2026, uma queda em relação aos 4% projetados em outubro. Em um cenário adverso, esse número pode cair para 2,6%. A inflação nesses países agora está prevista para atingir 4,9% em 2026, acima da estimativa anterior de 3%. O cenário extremo poderia ver a inflação subir para até 6,7%.

Cadeias de suprimentos e energia afetadas

A guerra, que já causou milhares de mortes no Oriente Médio, elevou o preço do petróleo em 50% e interrompeu o fornecimento de produtos essenciais como gás e fertilizantes. O conflito também afetou o turismo e as viagens aéreas, gerando incertezas sobre a reabertura de rotas comerciais importantes.

Respostas e diversificação energética

O Banco Mundial discute com países em desenvolvimento, especialmente aqueles sem recursos energéticos naturais, o acesso a fundos de programas de resposta a crises. Banga alerta para a importância de evitar subsídios de energia insustentáveis e focar na diversificação dos suprimentos energéticos e no aumento da autossuficiência. O banco tem apoiado projetos de energia nuclear, hidrelétrica, geotérmica, eólica e solar para atender às crescentes necessidades de eletricidade e reduzir a dependência de combustíveis tradicionais.

Exemplos como o investimento do Grupo Dangote na Nigéria, que aumentou a produção de combustível de aviação durante a guerra, e os esforços para expandir a produção de energia em Moçambique, demonstram a importância da autossuficiência energética.

Fonte: UOL

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