A expressiva alta dos juros futuros em março expôs a concentração de fundos multimercado na aposta de queda das taxas. A divulgação das cartas de grandes gestoras revelou perdas significativas, marcando o pior desempenho mensal dos fundos macro desde o início da pandemia.
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O salto do petróleo e a consequente turbulência no mercado doméstico de juros em março escancararam a concentração dos fundos multimercado na aposta de queda das taxas futuras. Com a divulgação das cartas de grandes gestoras, o tamanho das perdas e o grau de consenso dessa posição ajudam a dimensionar o estresse do mês passado e reforçam a justificativa para a intervenção histórica do Tesouro Nacional, com recompras de títulos públicos.
A volatilidade externa também impactou o mercado, com o Minidólar (WDOK26) mantendo alta volatilidade. Similarmente, o Mini-índice (WINJ26) apresentou volatilidade, embora mantendo um viés de alta.
A situação gerou estresse no mercado e reforçou a justificativa para a intervenção do Tesouro Nacional, que realizou recompras de títulos públicos para mitigar os efeitos da volatilidade.
Fonte: Globo