O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que a possível transição para o fim da escala 6×1 não deve gerar impactos negativos ao Tesouro Nacional. O posicionamento ocorreu durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, nesta sexta-feira (17).

Durigan reiterou que, embora o debate sobre a redução da jornada de trabalho seja considerado um avanço civilizacional, o financiamento de eventuais custos operacionais das empresas não pode ser transferido para o orçamento público. A posição do governo busca equilibrar as demandas trabalhistas com a necessidade de responsabilidade na política econômica do país.
O que você precisa saber
- O governo federal descarta compensações tributárias que aumentem o déficit público para viabilizar a nova jornada.
- O relator na Câmara dos Deputados sugere a desoneração da folha como medida para compensar o custo às empresas.
- O Executivo defende prazos curtos de adaptação, sugerindo um período de transição inicial de cerca de 90 dias.
Impacto no setor produtivo
O setor produtivo demonstra preocupação com o aumento dos custos operacionais derivados da mudança. Empresários avaliam que a alteração pode impactar a competitividade e o ritmo de criação de novas vagas no mercado brasileiro, tema que segue em discussão no Congresso Nacional.
Especialistas da área indicam que a viabilidade da redução da carga horária está atrelada ao ganho de produtividade real. O crescimento da eficiência, segundo economistas, depende de investimentos em qualificação profissional e inovação tecnológica nas cadeias produtivas.
Divergências sobre o cronograma
O Executivo e o Legislativo divergem quanto ao prazo ideal para a implementação da medida. Enquanto integrantes do governo pressionam por prazos curtos para a organização das escalas, parlamentares na Câmara buscam um período de adaptação mais extenso para evitar descontinuidade nas atividades econômicas.
Fonte: G1