Empresários espanhóis apoiam regularização de imigrantes no país

Empresários espanhóis apoiam a regularização de 500 mil imigrantes para suprir a escassez de mão de obra em setores como agricultura e construção.
Trabalhadores em setor produtivo na Espanha. Trabalhadores em setor produtivo na Espanha.
Empresários espanhóis apoiam regularização de imigrantes no país em destaque no AEconomia.news.

A recente medida de regularização extraordinária de imigrantes, aprovada pelo governo espanhol, recebe apoio de diversas associações empresariais. A iniciativa, que visa formalizar a situação de cerca de meio milhão de pessoas residentes na Espanha, é vista por setores como construção, agricultura e transporte como uma solução para a escassez de mão de obra que afeta a produtividade nacional.

O que você precisa saber

  • A medida prevê a regularização de aproximadamente 500 mil estrangeiros que já residem no país.
  • Setores como agricultura,transportede passageiros e cuidados a idosos relatam dificuldades crônicas de contratação.
  • Entidades patronais destacam que a formalização auxilia na arrecadação da Seguridade Social e na estabilidade domercadode trabalho.

Impacto nos setores produtivos

Representantes do setor agrícola, como a COAG e a Asaja, classificam a medida como necessária, citando casos em que colheitas foram prejudicadas pela falta de pessoal. No transporte, a Confebús e a CETM apontam que, apesar do crescimento do turismo, a falta de motoristas qualificados limita a prestação de serviços, um problema que a integração de imigrantes pode atenuar.

No âmbito dos cuidados a pessoas idosas, o CEAPs projeta a necessidade de 160 mil novos profissionais nos próximos anos, reforçando que a regularização é uma oportunidade para suprir o déficit de pessoal diante do envelhecimento populacional. A Confederação Nacional da Construção também endossa a iniciativa, vinculando-a à necessidade de mão de obra para cumprir metas habitacionais.

Visão das entidades patronais e sindicais

A CEOE, principal organização patronal da Espanha, mantém uma postura cautelosa, defendendo que decisões dessa magnitude deveriam passar por um diálogo social mais amplo no Parlamento. Enquanto isso, sindicatos como a UGT e a CC OO apoiam a regularização, argumentando que a medida combate a exploração laboral e a economia informal, embora alertem para a necessidade de políticas públicas que garantam a aplicação dos acordos coletivos.

Trabalhadores em setor produtivo na Espanha
Setores como agricultura e construção esperam suprir vagas com a regularização.

Fonte: Elpais

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