A apuração do primeiro turno das eleições presidenciais no Peru deve se estender até maio, em meio à revisão de mais de 15 mil cédulas contestadas que travam a consolidação do resultado oficial. Segundo a secretária-geral do Conselho Nacional Eleitoral, Yessica Clavijo, a lentidão no processo está ligada à necessidade de recontagem e análise dos votos questionados, com pouco mais de 93% das urnas apuradas.
Cenário da disputa eleitoral
Os dados preliminares indicam a liderança de Keiko Fujimori, com cerca de 17% dos votos. A disputa pela segunda vaga no segundo turno segue indefinida, com Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga tecnicamente próximos, ambos com cerca de 12%. A definição completa é fundamental para confirmar os nomes que avançarão para o pleito decisivo, previsto para 7 de junho.
Recontagem e problemas logísticos
O processo eleitoral enfrentou entraves operacionais, especialmente em Lima, onde falhas na distribuição de materiais impediram a abertura de seções no horário previsto. Em alguns casos, a votação precisou ser prorrogada para permitir que mais de 50 mil eleitores participassem do pleito. O volume elevado de contestações, que inclui disputas legislativas, ampliou o tempo necessário para a conclusão da apuração.
Instabilidade política no país
O pleito ocorre em meio a um cenário de instabilidade política persistente. O país deve eleger seu nono presidente em dez anos, após uma sequência de trocas no comando do Executivo desde 2016. A incerteza institucional gera volatilidade no mercado financeiro, que monitora de perto a definição do novo governo peruano.
Fonte: Infomoney