O presidente Donald Trump demitiu o secretário da Marinha, John Phelan, devido a divergências sobre o cronograma de construção de uma nova classe de encouraçados. O projeto, referenciado pela Casa Branca como uma prioridade estratégica, enfrenta obstáculos técnicos e logísticos que tornam o prazo de entrega estipulado para 2028 um desafio, segundo especialistas e oficiais de defesa.

O que você precisa saber
- John Phelan é o primeiro secretário de Força a deixar o cargo na atual gestão.
- O programa demanda tecnologias complexas, como sistemas de armas hipersônicas.
- A indústria naval dos Estados Unidos apresenta restrições de capacidade para atender às especificações exigidas.
Crise na cúpula do Departamento de Defesa
A saída de Phelan ocorre em um cenário de instabilidade no Departamento de Defesa. O atual secretário, Pete Hegseth, promoveu o desligamento de diversos generais e almirantes ao longo do último ano. A gestão tem centralizado decisões estratégicas, o que impacta diretamente a autonomia dos secretários responsáveis por pastas específicas.
Viabilidade da construção naval
O orçamento de defesa atual destina US$ 65,8 bilhões para a construção naval, dentro de um pacote total de US$ 1,5 trilhão. Entretanto, especialistas do Center for Strategic and International Studies avaliam que a complexidade do design e a infraestrutura industrial limitada dificultam o cumprimento das metas presidenciais. A Marinha projeta custos operacionais elevados enquanto enfrenta a redução da força de trabalho técnica.
Exigências presidenciais e limites industriais
Trump manteve a exigência de que os navios sejam construídos internamente utilizando aço nacional, descartando a possibilidade de parcerias com estaleiros europeus para acelerar a entrega, conforme sugerido por Phelan. Este impasse sobre a viabilidade técnica da frota e a pressão por resultados imediatos resultaram na mudança de comando na pasta.

Fonte: Infomoney