O governo cubano anunciou a libertação de 2.010 detentos, classificada como um “gesto humanitário e soberano” pelo jornal estatal Granma. Esta é a segunda vez neste ano que o governo comunista anuncia um indulto em meio a conversas com a administração do presidente dos Estados Unidos.






O governo cubano rejeita a ideia de tomar decisões sob pressão dos EUA, mas o anúncio coincide com a campanha de pressão mais intensa de Washington em décadas. O Departamento de Estado dos EUA não comentou imediatamente o caso.
A decisão de libertar os detentos resultou de uma análise cuidadosa dos crimes cometidos, conduta na prisão, cumprimento de parte da sentença e estado de saúde, segundo a mídia estatal. Excluídos do indulto estão criminosos por assassinatos, crimes relacionados a medicamentos e pedofilia, além de condenados por “crimes contra a autoridade“.
Não ficou claro quantos dos presos libertados foram detidos por acusações relacionadas a protestos contra o governo. Muitos dissidentes e manifestantes dos protestos de julho foram libertados em acordos e indultos recentes.
O anúncio de anistia, o maior em anos, ocorre um dia após o principal diplomata de Cuba em Washington convidar publicamente o governo dos EUA a ajudar a reformar a economia cubana. Em março, Cuba libertou 51 presos em acordo com o Vaticano.
Grupos de direitos humanos afirmam que o governo cubano mantém centenas de presos políticos. Vários desses grupos divulgaram declarações dizendo que acompanharão de perto as próximas etapas. Cuba nega repetidamente manter presos políticos, afirmando que os detidos em protestos foram considerados culpados de crimes como desordem pública e roubo.
Fonte: Moneytimes