O Bank of America (BofA) elevou a recomendação para as ações da Vale (VALE3) de neutra para compra, com um novo preço-alvo de R$ 100. A decisão do banco de investimento considera que a recente queda nos papéis da mineradora não reflete a valorização do minério de ferro, abrindo uma oportunidade de investimento.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, as ações da Vale recuaram 6,6%, enquanto o minério de ferro registrou uma alta de aproximadamente 8%. O BofA elevou o preço-alvo de R$ 95 para R$ 100, projetando que a maior produção de cobre no longo prazo poderá compensar pressões de custos decorrentes do conflito.
Com o minério de ferro negociado a US$ 103 por tonelada, o banco estima que a Vale apresente um fluxo de caixa livre (FCF) com yield de cerca de 10%, considerado atrativo. A tese de investimento na companhia é sustentada por cinco pilares: flexibilidade de portfólio, crescimento em minério de ferro e cobre, disciplina em custos e investimentos, forte geração de caixa e avanços na redução de riscos ESG.
Flexibilidade de portfólio e crescimento
A Vale demonstra flexibilidade em seu portfólio de minério de ferro, priorizando valor sobre volume e buscando ganhos de opcionalidade. A empresa projeta atingir 360 milhões de toneladas de minério de ferro até 2030 e 700 mil toneladas de cobre até 2035, ampliando a oferta de produtos premium e a capacidade em cobre.
Disciplina de custos e redução de riscos
Ganhos de eficiência e investimentos disciplinados têm levado à redução de custos e do capital expenditure (capex). A empresa está bem posicionada para lidar com os impactos do conflito no Oriente Médio, com contratos de frete de longo prazo que a tornam menos exposta à volatilidade dos combustíveis em comparação a concorrentes australianos. O avanço na resolução de questões ESG e acordos passados, como os de Brumadinho e Samarco, é visto como essencial para destravar valor e atrair novos fluxos de investimento.
Fontes: Infomoney Moneytimes