As urnas fecharam no Benin neste domingo (11), onde os cidadãos votaram para eleger um novo presidente. O Ministro das Finanças, Romuald Wadagni, é o favorito para vencer a disputa.






Cerca de oito milhões de eleitores estavam aptos a depositar seus votos para escolher o sucessor de Patrice Talon, o atual presidente que deixa o cargo após cumprir o limite de dois mandatos de cinco anos. O país também enfrentou uma tentativa de golpe em dezembro.
Quem são os candidatos?
Talon endossou seu ministro das finanças, Romuald Wadagni, de 49 anos, para liderar o próximo governo. Wadagni, em seu cargo anterior, supervisionou uma década de crescimento consistente acima de 6% ao ano, um legado que ele prometeu continuar.
O principal partido de oposição, os Democratas, não apresentou candidato, pois seu líder, Renaud Agbodjo, não obteve apoio parlamentar suficiente para registrar seu nome na cédula.
O único outro candidato na disputa é Paul Hounkpe, das Forças Cowry para um Benin Emergente. Hounkpe, com um perfil menos proeminente, argumenta que o crescimento sob Talon e Wadagni não melhorou a vida dos cidadãos comuns.
Resultados esperados em dias
O Benin tem sido, por anos, uma das democracias mais estáveis da África. No entanto, críticos apontam que as regras de qualificação eleitoral foram elaboradas para marginalizar rivais de Talon e seu sucessor escolhido.
Delegações substanciais de monitoramento eleitoral foram enviadas pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS), pela União Africana e pela União Europeia. A delegação da ECOWAS foi liderada pelo ex-presidente ganense Nana Akufo-Addo.
A expectativa é que os resultados sejam divulgados em até 48 horas após o fechamento das urnas, previsto para as 16h no horário local.
Fonte: Dw