Oriente Médio: Alívio Geopolítico Reduz Preços do Petróleo e Impulsiona Bolsas

Alívio no Oriente Médio derruba preços do petróleo e impulsiona bolsas globais. Negociações de cessar-fogo devem favorecer ativos locais e enfraquecer o dólar.

A suspensão de ofensivas contra o Irã e a perspectiva de avanço nas negociações por um cessar-fogo definitivo impulsionam os ativos globais. O anúncio de trégua, feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorreu horas antes do prazo estabelecido para atacar usinas nucleares iranianas. Com a trégua, autoridades em Teerã devem garantir a passagem segura pela rota marítima.

Representantes iranianos indicam que negociações para um cessar-fogo definitivo devem começar em 10 de abril, em Islamabad, capital do Paquistão, que atuou como mediador principal deste primeiro acordo.

Os preços do petróleo foram os mais impactados, com investidores reduzindo os prêmios de risco da commodity e as chances de um choque de oferta. O Brent recuava, enquanto o WTI caía, embora os contratos ainda acumulem alta significativa no ano.

Em Wall Street, os futuros dos índices de Nova York disparavam. Na Europa, o Stoxx 600 avançava, enquanto o CAC 40, de Paris, registrava alta.

O alívio também se refletia no dólar no mercado internacional. O DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava.

Nesse contexto, os ativos locais também devem ser favorecidos pelo cenário externo, à medida que os prêmios de risco geopolítico são reduzidos. Por outro lado, as ações de petroleiras no Ibovespa tendem a registrar perdas expressivas, como indicam os recibos de ações da Petrobras em Nova York, que recuavam. Assim, o papel da estatal pode pressionar o índice, ainda que papéis ligados à economia doméstica devam apresentar bom desempenho.

O real e a curva de juros também devem reagir positivamente, em linha com a fraqueza do dólar no exterior.

No radar dos investidores, a agenda do dia tende a ter impacto limitado. O principal destaque é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

Na agenda doméstica, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, para tratar do caso do Banco Master.

Em São Paulo, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, faz palestra em evento promovido pelo Bradesco BBI.

Fonte: Globo

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