Clientes da Advanced Corretora, que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, enfrentam dificuldades para reaver seus recursos. Informações indicam que a instituição financeira está “totalmente insolvente”, conforme comunicado enviado a credores e publicado em sua página na internet.
Análises preliminares apontam uma grave situação econômico-financeira, revelando que a massa liquidanda não possui fundos suficientes para cobrir integralmente suas responsabilidades, mesmo as com privilégio legal. Credores por restituição de ordens do exterior e contratos de câmbio pendentes estão entre os afetados.
O desfecho pode ser o requerimento de falência, e a fase administrativa não permite a definição de prazos para eventual pagamento. O liquidante nomeado, Fabiano Fabio Bayarri, não descarta a necessidade de rateio, o que sugere que pagamentos só ocorreriam em um processo judicial.
Credores e detentores de direitos contra a corretora podem declarar seus créditos diretamente ao liquidante, enviando o valor total consolidado e a documentação comprobatória para o e-mail: liquidacao@advancedcorretora.com.br.
O advogado Felipe Demori Claudino sugere que, em casos de responsabilidade pessoal de sócios ou administradores, os credores podem buscar indenização diretamente por via judicial.
Diferentemente de liquidações bancárias, valores em corretoras de câmbio não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A Advanced Corretora, liquidada em 15 de janeiro, atuava no mercado independente fora dos grandes bancos. No ano passado, movimentou o equivalente a US$ 3,6 bilhões no interbancário e nos mercados primários, segundo dados do BC. Em setembro, seu patrimônio líquido de referência era de R$ 17,3 milhões.
Em novembro de 2025, o Banco Central atualizou as regras de capital mínimo para corretoras de câmbio e custodiantes, elevando o valor de R$ 245 mil para R$ 8 milhões de forma progressiva até 2028.
Fonte: Globo