A recuperação do fornecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz, alertou Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). A declaração se deve às interrupções na capacidade de refino no Oriente Médio.






O combustível representa a segunda maior despesa das companhias aéreas, respondendo por cerca de 27% dos custos operacionais, segundo a Iata.
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em meio a um conflito regional, impactou o abastecimento global de combustível de aviação. Notícias sobre um possível cessar-fogo e a passagem segura pelo estreito impulsionaram as ações de companhias aéreas.
Willie Walsh explicou que, embora espere uma queda nos preços do petróleo bruto, os custos de combustível de aviação devem permanecer ligeiramente elevados devido aos efeitos sobre as refinarias.
“Mesmo que seja reaberto e permaneça aberto, levará alguns meses para que o fornecimento volte ao nível necessário, considerando a interrupção da capacidade de refino no Oriente Médio”, afirmou Walsh.
Ele descartou comparações com a pandemia de Covid-19, que causou uma grande queda nas viagens globais. O cenário atual se assemelha mais a choques anteriores, como a recessão de 2008-2009 ou os impactos dos ataques de 11 de setembro de 2001, períodos em que a recuperação levou de quatro a doze meses.
Fonte: Moneytimes